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ANÁLISE DO PA POR CRISTINA BAUER

Page history last edited by Maria Cristina G. S. Bauer 2 years, 10 months ago

ANÁLISE DO PROJETO DE APRENDIZAGEM

 

               “UM NOVO OLHAR SOBRE A IDENTIDADE DE TRÊS CACHOEIRAS”

 

Na leitura realizada no Projeto de Aprendizagem das colegas do Pead: Cristiane Mengue, Liziane Scheffer, Jaqueline Schutz, Carine Linhares e Andréia Mengue, percebi inicialmente no contexto geral que houve liberdade entre as integrantes do grupo e a professora orientadora para discutirem sobre o tema escolhido e através desta discussão o projeto ganhava novos caminhos com muitos ajustes e reajustes.

A cada postagem feita as indagações e contatos com materiais de informações, levam a abrir novos rumos ou mostrar que o caminho é sem volta, portanto será improdutivo continuar.

Neste quesito o grupo vivencia bastante e exercita a capacidade de refletir sobre o que já haviam construído e o que poderiam melhorar.

Pelas constantes mudanças apresentadas nas postagens fica evidente que a questão inicial não foi claramente formulada e não levaria à uma busca consistente.

A maneira tradicional de se fazer pesquisas, está muito presente no início do trabalho em querer para cada pergunta uma resposta pronta e imediata, facilmente achada em livros ou sites.

A apropriação do embasamento teórico da construção de um Projeto de Aprendizagem leva o grupo a trocar o foco que era a fotografia para a identidade de Três Cachoeiras. Em torno deste novo foco, começa a se gerar uma abertura para o surgimento de indagações e busca de informações mais ricas e originais.

 

As certezas e dúvidas foram sendo alteradas ao longo do trabalho, mas continuaram mais centradas no primeiro foco estabelecido sobre fotografia. Isso só muda na última postagem quando é explorado mais sobre a identidade de Três Cachoeiras.

As buscas feitas para responder a questão central em outros materiais de pesquisa poderiam ter sido mais exploradas ao repensar as dúvidas e certezas.

O grupo tomou consciência da importância de reformular o que já sabiam e o que queriam saber, com a reflexão, as certezas foram diminuindo e as dúvidas aumentando.

Ficam evidentes as dificuldades encontradas na construção do projeto e encontram forte apoio nas aulas presenciais, recebendo orientações da professora Eliana Venturini.

As fontes de pesquisa utilizadas foram registros da prefeitura de TC, entrevistas com pessoas da comunidade, levaram a elucidar a proposta, alterando as certezas e dúvidas.

O crescimento na aprendizagem ficou claro ao perceberem que o projeto necessitava centrar-se em perguntas com fundamento e que permitissem flexibilidade e mudanças.

O Mapa Conceitual foi realizado quando o foco ainda era a fotografia, faltou um segundo mapa a partir do redirecionamento para “identidade”. Sua visualização está comprometida pela configuração inadequada.

Em geral o projeto está apresentado de forma clara que permite observar o processo de desenvolvimento e apropriações dos passos iniciais de um projeto. Poderiam ser acrescentadas as considerações finais a que o grupo chegou.

Os registros de como aconteceram os encontros do grupo são encontrados no blog, onde ficaram registradas as combinações após cada reunião ou aula presencial. Está registrado também a dificuldade de reunirem todos os componentes, poderiam ter aproveitado o espaço Fórum no Rooda  para fluir melhor as discussões. Os registros no Diário de Bordo também mostrariam a caminhada de cada participante.

O trabalho está apresentado de maneira clara e objetiva, de fácil acesso. A sua organização facilita o acompanhamento

 

 

 

 

 

Comments (3)

Eliana Ventorini said

at 2:51 pm on Apr 26, 2009


Olá, Maria Cristina!

Tudo bem?

Já no início da tua análise reconheces um aspecto muito importante, que deveria estar presente em qualquer trabalho escolar ou acadêmico que se faça: a liberdade entre os envolvidos (alunos e professor) para discutirem abertamente sobre o objeto do conhecimento... Sem esse espírito de abertura, de acolhimento de sugestões e críticas, de humildade, dificilmente estaremos predispostos a aprender com o outro, com o olhar do outro, e nosso campo de possibilidades se limitará bastante. Que bom que reconheces isso!

Afirmas que as dificuldades encontradas pelo grupo na construção do projeto ficam evidentes... Que dificuldades observastes? Como o grupo buscou superá-las? Ao final, o grupo consegue esse intento?

Te aguardo para continuarmos essa conversa, pode ser?

Um forte abraço,
Profª Eliana Ventorini – SI/TC

Maria Cristina G. S. Bauer said

at 11:26 pm on May 2, 2009

Oi Prof Eliana!

Neste exercício de analisar os PAs, duas novas ideias tornaram-se mais claras e que estão presentes a cada postagem que realizo de cada interdisciplina. A primeira é sobre a clareza dos argumentos que uso, questionando mais se quem vai ler poderá ter um entendimento do que pretendo falar. Pelo bombardeio de perguntas que a prof Eliana fazia sobre todas as analises dos PAs, que lia em meu gmail, ficava evidente que nossos textos deixavam muitas dúvidas, perguntas sem respostas, afirmações evasivas, sem uma razão que justificasse nossa posição. Falei por exemplo que o grupo observado encontrou dificuldades na elaboração do projeto mas não as nomeei, ao ler o mesmo, sei quais foram, mas quem lê meu comentário não.

A segunda aprendizagem é em relação ao fato de me colocar como avaliadora de um trabalho, nossa tarefa de professores e que sempre foi um enigma, quando o aluno é bom, atende os requisitos, é fácil, mas e quando ele não está de acordo com o que esperava dele? Como dizer isso a ele sem traumatizar ou melindrar? Por vezes a avaliação torna-se falha porque querendo agradar, posso só elogiar. O elogio é importante mas saber dizer o que não está bom e precisa melhorar é um momento de grandioso de aprendizagem. Este pensamento passou fazer parte de forma mais intensa no meu dia a dia de sala de aula como professora.

Maria Cristina G. S. Bauer said

at 11:03 pm on May 6, 2009

Oi prof Eliana!
Estou retornando para rever a questão que colocas no primeiro comentário, sobre quais dificuldades observei que o grupo encontrou na construção do PA. Considero em primeiro lugar a dificuldade de apropriarem-se da nova metodologia de projeto, o que considero que foi uma dificuldade quase unânime entre nós alunas e alunos.

Isto me parece evidente pelos questionamentos constantes à cada aula presencial e reuniões do grupo.Mudando o foco inicial da fotografia em Três Cachoeiras para a Identidade de Três Cachoeiras. Após a constatação de que o primeiro foco pensado não renderia uma boa pesquisa.

A princípio aformulação da nova questão me pareceu que não acabou com a dificuldade inicial de direcionar para uma pesquisa consistente, mas as reflexões das colegas ao longo do trabalho, criando as certezas e dúvidas, foi aos poucos redefinindo o caminho.

As dificuldades, acredito que não só para elas, não estão totalmente sanadas, este é um exercício novo e que requer ainda mais aprofundamento assim como o grupo mostra em seus relatos de vários encontros, trocando idéias entre si e sob a orientação da professora, sei que não é a detentora do saber, mas pode apontar caminhos, mostrar novos rumos.

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